As maiúsculas na palavra “arte” não têm duplo significado. É apenas uma referência à peça que vi no Teatro Maria Matos, que se escreve assim. Acho eu. Pelo menos no cartaz as letras são todas enormes. E é sobre amizade, das antigas quase sem prazo de validade. Mesmo quando já nem se entende o que as mantém vivas.
O título não tem duplo significado, mas Arte e Amizade são praticamente a mesma coisa. Nascem de uma inspiração, mas só existem com consistência e (...)
Nunca pensei que as touradas fossem tão próximas dos musicais. Mas são. Pelo menos nas emoções que provocam. Quem gosta nem sempre o demonstra e o meio-termo não existe, porque a maioria faz questão de dizer “odeio musicais”. Mesmo quando a frase é para elogiar algum. “Odeio musicais, mas aquele até foi bom.”
Eu gosto de musicais. Para ver no teatro, no cinema, em casa. E não quero evangelizar ninguém, mas é difícil ignorar quando o argumento é apenas “ah, mas do (...)
Fui ao teatro ver o que um dia gostava de escrever se tivesse talento para tanto. Ainda bem que existe um Gregório Duvivier para o fazer fora do próprio país. E espero que também o faça em livro, para estudar a peça como se fosse o ator substituto que nunca vai entrar em cena.
Começo já com o único spoilerque esta crónica vai ter. Aprendi que Fernando Pessoa escreveu num jornal qualquer sobre a estupidez que era o novo acordo ortográfico de 1911. Quase cem anos depois, sei que (...)
Gosto de galas, de as ver, porque me falta talento para lá estar, “do outro lado”. Óscares, Emmys, Grammys, entre outros até aos Globos de Ouro. Os portugueses. A cerimónia para homenagear o melhor que se faz na cultura em Portugal durante o ano. Mas qual ano?
Apesar do habitual outubro, estes foram no último bafo de setembro. Se era para homenagear o melhor de 2023, outubro é um bocadinho tarde. Até para Portugal. Se for para homenagear o melhor de 2024, ainda faltam 3 meses. (...)