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Crónicas no Bar da Praia

Às segundas, nem sempre sobre bares ou praias.

Crónicas no Bar da Praia

Às segundas, nem sempre sobre bares ou praias.

Julho e agosto são uma espécie de dezembro. As agendas ficam frenéticas, há planos a mais, tempo a menos, e nunca a gestão do prazer próprio se torna tão complicada. Talvez a única diferença seja climatérica. Mas ao ritmo do aquecimento global, não devemos estar assim tão longe de mais uma semelhança. Em dezembro, quem manda é o natal, que até já começa em novembro. Presentes para demasiadas pessoas, família, colegas, ex-colegas, ex-famílias, paixões e amantes. O mesmo (...)
Um dia disse que não queria mais amigos, que já tinha tempo a menos para o quanto gosto de cada um. Hoje, vejo ao longe a ignorância gritante dessa minha frase. Acho que acreditava nela. Pelo menos até ser atropelado pelo amor de uma amizade nova. As amizades não se procuram, acontecem. E mesmo que se procurem, são muito mais aleatórias que premeditadas. É uma espécie de engate inesperado, o oposto do que se quer numa relação amorosa. Já mudei várias vezes de trabalho, mas (...)
Já muito se escreveu sobre o tema, tanto que já nem faz sentido, mas só agora concluí o mais óbvio. Acho que o novo acordo ortográfico é o que melhor honra e caracteriza Portugal. Uns respeitem tudo, outros só algumas coisas, e outros rejeitam por completo.  Eu escrevo pára com acento porque sem não faz sentido, é confuso e estúpido. Escrevo ótimo sem p porque não me chateia assim tanto. Para mim, o novo acordo ortográfico é como um semáforo, às vezes acelero a fundo, (...)
“O saber não ocupa lugar” mas gostar de alguém ocupa muito. Uma verdade que é válida para todos os estados civis: solteiro, casado, viúvo ou divorciado. Todos eles finitos, estáticos. E nem um retrata o estado em que se está quando não se cabe em estado nenhum. Sugiro dois novos. Não para o cartão de cidadão, só para conversa de ocasião. Quais? Não sei, mas vai ser útil. Apaixonado e De Luto. Cada um serve para todos, porque o solteiro apaixona-se pelo desconhecido e o (...)
Há quem celebre anos de vida, anos de blog, e até outros anos, com uma letra diferente. Já eu, vou celebrar 2 anos de visitas periódicas à psicóloga. Ou terapia, como soar melhor. E mesmo quando acho que já não preciso, continua a fazer muito sentido. Dizem que é o ginásio da mente, não é? Não sei como funciona essa referência. Não percebo de ginásios. Não vou. Não gosto. Especialmente por ter demasiada gente a suar para o chão. Nada contra se for a dois. Não sou de (...)
Estar apaixonado é incrível. Acho eu, que sinto sentimentos a mais, e mesmo assim guardo-os todos para uma só pessoa. Nem sempre a mesma. Pelo menos por enquanto. A minha paixão é monogâmica, mas na amizade não tenho controlo. Sou poliamoroso. A paixão é um incêndio florestal, descontrolado, que arrasa tudo o que lhe aparece à frente. Mas em bom. Já o amor é um crescendo de carinho e orgulho, por várias pessoas ao mesmo tempo. Também tem paixão à mistura, mas onde um (...)
Gosto de ver fotos e vídeos de pessoas que andam atrás do mundo como se fosse de um comboio. Gosto de ver, mas só por vontade própria. Enfiarem-me 396 fotos de um fim-de-semana “super giro” continua a ser incómodo. Principalmente quando o destino tem pouco de encantador para me impressionar em fotos. Tal como, sei lá, um qualquer. Se eu quiser muito ver um sítio vou ao Google. Ou, na loucura, compro uma viagem para lá. Menos para São Miguel (Açores). Só no ano passado vi (...)
Gosto de palavras. De dizer. De escrever. Mas há imagens que valem mais que mil palavras, só não sei quanto vale o meu olhar. E por mais óbvio que seja, como te vejo, só não sabes se não quiseres. Eu bem te olho, mas quase sempre de óculos de sol. Há quem tenha o coração na boca. O meu salta à vista. Não deixo que o sentimento me fuja por entre os dentes, mas tenho sempre as emoções à flor da íris. Seja no que quero dizer, ou no que ouço, sinto muito não reagir tanto (...)
Sempre achei que a preguiça era o meu pecado mortal para não fazer exercício todos os dias. Ou 3 vezes por semana. Mensalmente, vá, mas descobri agora que é tudo uma questão de moda. Fazer exercício eu até gosto, trocar de roupa é que não. A não ser que me ajudem. De manhã, exercício é sair da cama e trabalhar. Aplaudo quem acorda para se mexer mais do que o estritamente necessário, mas não é para mim. De bebé a adolescente, fui habituado ao exercício a partir das 18h e (...)
10 de março foi o meu aniversário, as eleições, os Óscares, o início do Ramadão e o fim da Moda Lisboa. Tentei fazer o bingo dos compromissos com tudo o que se passava num só dia, mas falhei dois: por falta de estilo e de religião. Nunca me quis comprometer com esta ideia, mas fiquei a pensar sobre compromissos. Há coisas que se combinam com tanta antecedência que a resposta cai em demasia num “em princípio sim” ou “ainda falta muito, logo se vê”. Podia deduzir que (...)