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Crónicas no Bar da Praia

Às segundas, nem sempre sobre bares ou praias.

Crónicas no Bar da Praia

Às segundas, nem sempre sobre bares ou praias.

Estar apaixonado é incrível. Acho eu, que sinto sentimentos a mais, e mesmo assim guardo-os todos para uma só pessoa. Nem sempre a mesma. Pelo menos por enquanto. A minha paixão é monogâmica, mas na amizade não tenho controlo. Sou poliamoroso. A paixão é um incêndio florestal, descontrolado, que arrasa tudo o que lhe aparece à frente. Mas em bom. Já o amor é um crescendo de carinho e orgulho, por várias pessoas ao mesmo tempo. Também tem paixão à mistura, mas onde um (...)
Gosto de palavras. De dizer. De escrever. Mas há imagens que valem mais que mil palavras, só não sei quanto vale o meu olhar. E por mais óbvio que seja, como te vejo, só não sabes se não quiseres. Eu bem te olho, mas quase sempre de óculos de sol. Há quem tenha o coração na boca. O meu salta à vista. Não deixo que o sentimento me fuja por entre os dentes, mas tenho sempre as emoções à flor da íris. Seja no que quero dizer, ou no que ouço, sinto muito não reagir tanto (...)
Ainda não sei se gosto do que escrevo, mas sei que gosto de escrever. É tal e qual um ovo estrelado. Não sou muito bom a fazê-los, mas gosto demasiado de os comer. Portanto, escrever e comer ovos estrelados têm a mesma importância para a minha vida. Ou como se diz agora, para a minha saúde mental. Já para a outra saúde, nenhuma destas atividades é útil. Os ovos são fritos e para escrever preciso de estar sentado. É verdade que uso azeite e não óleo, mas também escrevo no (...)
Ser espontâneo nas decisões é a minha característica. Por espontâneo, leia-se “pessoa com pouco compromisso que não sabe fazer planos”. Ambas verdade, até porque eu tenho a sorte de nunca me terem perguntado o cliché de tantas entrevistas de emprego, “onde se vê daqui a 5 anos?” Eu nem consigo fazer uma mochila de viagem para 3 dias, quanto mais planear anos? Esqueci-me do computador e escrever no telemóvel não tem o mesmo encanto. Pode-se argumentar que o verdadeiro (...)
“Sempre tive o bichinho…” é uma frase muito ouvida nas artes e na comunicação. Parece que todos nasceram com uma missão de vida que estão a concretizar. É fruta da época em todos os talent shows, mas não só. E quanto mais ouço, mais sei que não tenho bichinho nenhum. Esta crónica pode ser muito falsamente egocêntrica. Espero eu. Não sinto que seja, mas vou parecer. Tudo para tentar explicar o meu ponto de vista. Explicar a mim próprio, porque é a escrever que me (...)