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Crónicas no Bar da Praia

Às segundas, nem sempre sobre bares ou praias.

Crónicas no Bar da Praia

Às segundas, nem sempre sobre bares ou praias.

Gosto de ver fotos e vídeos de pessoas que andam atrás do mundo como se fosse de um comboio. Gosto de ver, mas só por vontade própria. Enfiarem-me 396 fotos de um fim-de-semana “super giro” continua a ser incómodo. Principalmente quando o destino tem pouco de encantador para me impressionar em fotos. Tal como, sei lá, um qualquer. Se eu quiser muito ver um sítio vou ao Google. Ou, na loucura, compro uma viagem para lá. Menos para São Miguel (Açores). Só no ano passado vi (...)
Mais texto, mais foto, mais vídeo, mais tudo. Podia ser a definição de cada rede social, por mais que se venda uma ideia muito bonita do que é. Tudo aos gritos para ser visto, lido e ouvido por todos sem querer saber muito de ninguém. Olha que giro, eu a destacar uma problemática atual e que não interessa assim tanto ao mundo para depois publicar uma crónica onde, no fundo, também quero ser ouvido. Ou melhor, lido. Não tenho dicção para tanto texto. Nunca o ser humano leu (...)
Esta crónica não é sobre os meus hábitos de leitura na poltrona. Até porque isso só faço em casa. Nem sobre a que escrevo, até porque tenho pouco de javardão em mim para o fazer em azulejo alheio. Contudo, isto podia ser o primeiro capítulo de um livro temático. Lavar as mãos pode parecer uma tarefa inconsciente e leviana, mas tem muito que se lhe diga quando é feita fora de casa. Mesmo que existam todas as condições como água e sabão. E algo para as limpar que não sejam (...)
O título induz tanto em erro como eu quando digo que vou chegar a horas. Sejam elas quais forem. Até mesmo quando sou eu que as defino. Ser “pontualmente otimista” pode querer parecer que só sou otimista às vezes, mas não. Eu acordo quase sempre otimista, a sorrir e em silêncio. E é esta felicidade que me afasta de ser pontual. Eu não sou o otimista que vê o copo meio cheio. Eu vejo copos a transbordar, tal é o sentimento de felicidade que ser otimista me traz. Excepto na (...)
Ser espontâneo nas decisões é a minha característica. Por espontâneo, leia-se “pessoa com pouco compromisso que não sabe fazer planos”. Ambas verdade, até porque eu tenho a sorte de nunca me terem perguntado o cliché de tantas entrevistas de emprego, “onde se vê daqui a 5 anos?” Eu nem consigo fazer uma mochila de viagem para 3 dias, quanto mais planear anos? Esqueci-me do computador e escrever no telemóvel não tem o mesmo encanto. Pode-se argumentar que o verdadeiro (...)
Não sei se alguém me perguntou isto. Costumo estar distraído. Mas já me fizeram parecido, “és peixes, não és? Nota-se”. E eu nem tinha vindo da piscina. Nunca me senti filho único. Pelo menos nos estereótipos típicos do que é ser filho único. Se calhar, é por ter irmãos. Mas é muito provável que não seja, até porque seria informação falsa. Eu nem tenho o hábito de tratar pessoas por “mano” ou “mana”. E provavelmente também não está relacionado. Eu tenho (...)
Não consigo mais ficar calado, ainda que escrever se faça em silêncio, sobre quem tanto fala da “zona de conforto”. Ainda para mais quando “zona de conforto” me soa a algo que quero encontrar. Tal como um bom sofá. Se adoro o conforto de estar aqui sentado e deitado, não sinto a necessidade de “sair da minha zona de conforto”.  Sim, estou a ser literal. Ouvi dizer que é um traço de personalidade portuguesa. É um estereótipo, claro, mas um divertido que serve para (...)
Nunca entendi a pressa de sair mais cedo de sítios, excepto na escola e na faculdade. O que explica o porquê de hoje estar onde estou. Andava a fugir de mais conhecimento e inteligência? Talvez. Nunca saberemos. Mas sair mais cedo de concertos ou jogos de futebol? Não faz sentido. Para mim. O meu primeiro concerto na vida foi no Pavilhão Atlântico, em 2000. Tinha 9 anos e, tal como agora, não sei tocar nada nem cantar, mas o Rui Veloso era mestre nisso. Afinal, ainda há primeiras vezes (...)
Escrever com e sobre défice de atenção é um prazer que me distrai. Escrevo isto sentado no sofá, depois de duas horas com o portátil ao colo, sentado a “ver televisão”. Normalmente, começo a escrever quando me dói o cóccix. Só para mudar o rabo de sítio. Nunca na minha vida tinha escrito cóccix. Tive de ir ao priberam só para confirmar. É uma palavra bonita na boca e esquisita aqui. Já esta frase, é esquisita na boca e aqui. Continuando, escrever uma crónica e (...)
“Sempre tive o bichinho…” é uma frase muito ouvida nas artes e na comunicação. Parece que todos nasceram com uma missão de vida que estão a concretizar. É fruta da época em todos os talent shows, mas não só. E quanto mais ouço, mais sei que não tenho bichinho nenhum. Esta crónica pode ser muito falsamente egocêntrica. Espero eu. Não sinto que seja, mas vou parecer. Tudo para tentar explicar o meu ponto de vista. Explicar a mim próprio, porque é a escrever que me (...)