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Crónicas no Bar da Praia

Às segundas, nem sempre sobre bares ou praias.

Crónicas no Bar da Praia

Às segundas, nem sempre sobre bares ou praias.

Estar apaixonado é incrível. Acho eu, que sinto sentimentos a mais, e mesmo assim guardo-os todos para uma só pessoa. Nem sempre a mesma. Pelo menos por enquanto. A minha paixão é monogâmica, mas na amizade não tenho controlo. Sou poliamoroso. A paixão é um incêndio florestal, descontrolado, que arrasa tudo o que lhe aparece à frente. Mas em bom. Já o amor é um crescendo de carinho e orgulho, por várias pessoas ao mesmo tempo. Também tem paixão à mistura, mas onde um (...)
Gosto de ver fotos e vídeos de pessoas que andam atrás do mundo como se fosse de um comboio. Gosto de ver, mas só por vontade própria. Enfiarem-me 396 fotos de um fim-de-semana “super giro” continua a ser incómodo. Principalmente quando o destino tem pouco de encantador para me impressionar em fotos. Tal como, sei lá, um qualquer. Se eu quiser muito ver um sítio vou ao Google. Ou, na loucura, compro uma viagem para lá. Menos para São Miguel (Açores). Só no ano passado vi (...)
Gosto de palavras. De dizer. De escrever. Mas há imagens que valem mais que mil palavras, só não sei quanto vale o meu olhar. E por mais óbvio que seja, como te vejo, só não sabes se não quiseres. Eu bem te olho, mas quase sempre de óculos de sol. Há quem tenha o coração na boca. O meu salta à vista. Não deixo que o sentimento me fuja por entre os dentes, mas tenho sempre as emoções à flor da íris. Seja no que quero dizer, ou no que ouço, sinto muito não reagir tanto (...)
Mais texto, mais foto, mais vídeo, mais tudo. Podia ser a definição de cada rede social, por mais que se venda uma ideia muito bonita do que é. Tudo aos gritos para ser visto, lido e ouvido por todos sem querer saber muito de ninguém. Olha que giro, eu a destacar uma problemática atual e que não interessa assim tanto ao mundo para depois publicar uma crónica onde, no fundo, também quero ser ouvido. Ou melhor, lido. Não tenho dicção para tanto texto. Nunca o ser humano leu (...)
Dedicar uma crónica, mais uma, ao que se faz na casa de banho, especialmente enquanto a escrevo no domingo de Páscoa, parece-me, no mínimo, digno e requintado. Contudo, com as doses de doces, amêndoas e ovos de chocolate que comi, a dignidade vai perder-se muito em breve. Enquanto espero, mas não desespero, que a barriga me dê horas, penso sobre o quanto a poltrona me aproximou do que sou hoje. Sou aquele que vai com tempo para desperdiçar e com muita vontade de ler. É quase certo (...)
Esta crónica não é sobre os meus hábitos de leitura na poltrona. Até porque isso só faço em casa. Nem sobre a que escrevo, até porque tenho pouco de javardão em mim para o fazer em azulejo alheio. Contudo, isto podia ser o primeiro capítulo de um livro temático. Lavar as mãos pode parecer uma tarefa inconsciente e leviana, mas tem muito que se lhe diga quando é feita fora de casa. Mesmo que existam todas as condições como água e sabão. E algo para as limpar que não sejam (...)
Sempre achei que a preguiça era o meu pecado mortal para não fazer exercício todos os dias. Ou 3 vezes por semana. Mensalmente, vá, mas descobri agora que é tudo uma questão de moda. Fazer exercício eu até gosto, trocar de roupa é que não. A não ser que me ajudem. De manhã, exercício é sair da cama e trabalhar. Aplaudo quem acorda para se mexer mais do que o estritamente necessário, mas não é para mim. De bebé a adolescente, fui habituado ao exercício a partir das 18h e (...)
10 de março foi o meu aniversário, as eleições, os Óscares, o início do Ramadão e o fim da Moda Lisboa. Tentei fazer o bingo dos compromissos com tudo o que se passava num só dia, mas falhei dois: por falta de estilo e de religião. Nunca me quis comprometer com esta ideia, mas fiquei a pensar sobre compromissos. Há coisas que se combinam com tanta antecedência que a resposta cai em demasia num “em princípio sim” ou “ainda falta muito, logo se vê”. Podia deduzir que (...)
Não sou de fazer listas. Já tentei, especialmente, nos réveillons, mas acabo sempre por perdê-las. É o mesmo com as coisas que me fazem feliz. Não as escrevo para me poder surpreender cada vez que reencontro mais uma. Pensar em ti é uma delas. Nadar é outra. Acho que gosto de me sentir molhado. Entrei dentro de água, na piscina, e o sorriso apareceu com a mesma naturalidade de quando olho para ti. É uma felicidade genuína, que me deixa sempre bem, feliz. Às vezes nem de nadar (...)